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Cultura Organizacional

Por que flexibilidade deixou de ser tendência e virou expectativa do colaborador

Flexibilidade no trabalho deixou de ser diferencial e virou pré-requisito. Segundo pesquisa da Robert Half de 2025, 46% dos profissionais brasileiros apontam flexibilidade no modelo de trabalho como fator inegociável. Neste artigo, você entende como essa transformação aconteceu, o que os dados mais recentes mostram e como o RH pode responder a essa expectativa de forma concreta, inclusive por meio de benefícios flexíveis.

Por que flexibilidade deixou de ser tendência e virou expectativa do colaborador

Há alguns anos, oferecer trabalho remoto ou horário flexível era um diferencial competitivo, algo que aparecia em destaque nas vagas e nas apresentações de cultura das empresas. Hoje, flexibilidade virou expectativa e companhias que ainda tratam isso como "benefício extra" estão perdendo talentos para as que já entenderam a mudança.

Neste artigo, vamos entender como essa transformação aconteceu, o que os dados mais recentes mostram e o que o RH pode fazer para responder a essa nova realidade.

O que é flexibilidade no trabalho e o que ela significa hoje

Flexibilidade no trabalho vai muito além de poder trabalhar de casa às sextas-feiras. Ela abrange diferentes dimensões que, juntas, definem o quanto o colaborador tem autonomia sobre a própria rotina profissional:

  • Local: presencial, remoto, híbrido ou trabalho de qualquer lugar
  • Horário: jornadas com início e fim adaptáveis, banco de horas, semana de 4 dias
  • Benefícios: poder escolher quais benefícios fazem mais sentido para a sua vida
  • Carreira: autonomia sobre o próprio desenvolvimento e ritmo de crescimento

Seus colaboradores tem esses motivos para ficar na sua empresa. Saiba mais. 

O que há alguns anos era visto como privilégio reservado a poucos cargos ou setores, hoje se mostra uma necessidade estratégica para acompanhar as transformações do mercado e atender às expectativas de uma força de trabalho cada vez mais diversificada.

Como a flexibilidade deixou de ser tendência

Ao longo dos últimos anos, após a pandemia do coronavírus, profissionais de diferentes gerações e setores passaram a questionar modelos rígidos de trabalho e a valorizar empresas que tratam flexibilidade não como um benefício pontual, mas como parte da cultura.

Segundo pesquisa da McKinsey Global Institute, citada pelo Relatório de Tendências Globais 2025 do ManpowerGroup, as taxas globais de presença nos escritórios caíram 90% em 2020 e, desde então, se estabilizaram em 30% abaixo dos níveis de 2019. As previsões para 2030 ainda apontam para uma presença inferior à registrada antes da pandemia.

Hoje, os colaboradores avaliam empresas pela cultura que praticam no dia a dia: como tratam o tempo das pessoas, como estruturam os benefícios, como abrem espaço para o desenvolvimento individual. O que antes era visto como um gesto generoso da empresa, hoje é lido como respeito básico, e companhias que ainda não internalizaram isso estão competindo em desvantagem.

Quando a falta de flexibilidade se torna um risco para a empresa

Os números mostram que ignorar essa mudança tem consequências concretas para as empresas.

Segundo comunicado oficial da Robert Half, com base em sondagem realizada em novembro de 2025 com 500 profissionais brasileiros, 61% pretendem buscar um novo emprego em 2026. Entre os principais motivos para sair estão melhores oportunidades de crescimento (45%), maior remuneração (42%), busca por novos desafios e possibilidade de trabalho remoto ou híbrido (31%).

O relatório ainda aponta que os fatores que mais influenciam a permanência de um colaborador são benefícios e remuneração (52%), modelos de trabalho flexíveis (46%), equilíbrio entre vida pessoal e profissional (33%), ambiente e cultura organizacional (31%) e oportunidades de desenvolvimento (25%).

Flexibilidade é um dos pilares da experiência do colaborador e tem impacto direto na decisão de ficar ou sair de uma empresa. Saiba mais qual é a importância e como reter talentos aqui.

Onde o RH deve atuar para responder a essa expectativa

Flexibilidade é um conjunto de práticas que precisam ser construídas em diferentes frentes:

  • Modelo de trabalho: definir e comunicar a política híbrida ou remota da empresa;
  • Horário: avaliar flexibilidade de jornada onde for viável operacionalmente;
  • Desenvolvimento: dar autonomia sobre o próprio plano de carreira e aprendizado;
  • Liderança: treinar gestores para liderar com confiança, não controle;
  • Comunicação: ser transparente sobre o que é possível e o que não é, sem falsas promessas;
  • Benefícios: oferecer um pacote que cada colaborador possa personalizar.

O maior erro que o RH pode cometer nesse cenário é comunicar flexibilidade sem entregá-la na prática. Políticas de retorno totalmente presencial elevam o risco de desligamentos, especialmente pelo custo de deslocamento e pela perda de autonomia.

Por que empresas que resistem à flexibilidade saem perdendo

A resistência à flexibilidade afeta a marca empregadora, o engajamento de quem fica e a capacidade de atrair novos colaboradores.

Perda de talentos qualificados

Segundo a Robert Half, quem mais pede demissão voluntária são os profissionais mais qualificados. Flexibilidade no modelo de trabalho aparece como terceiro fator decisivo nessa equação, empatado com a busca por novos desafios.

Queda no bem-estar e na produtividade

O Relatório de Tendências Globais 2025 do ManpowerGroup aponta que profissionais que trabalham de forma presencial têm 15% menos probabilidade de concordar que a empresa apoia seu bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, em comparação aos colegas que atuam no modelo híbrido.

Imagem negativa como empregadora

Em um mercado onde candidatos pesquisam a reputação das empresas antes de se candidatar, uma cultura rígida e sem flexibilidade aparece como sinal de alerta em avaliações em plataformas de emprego, redes sociais e boca a boca.

Custo do turnover

Flexibilidade é, também, uma decisão financeira: segundo a SHRM (Society for Human Resource Management), substituir um colaborador custa entre 50% e 200% do seu salário anual, considerando recrutamento, onboarding e curva de aprendizado.

Por que flexibilidade e benefícios flexíveis andam juntos

Uma das formas mais concretas de entregar flexibilidade no dia a dia é por meio dos benefícios.

A percepção de que a empresa oferece um pacote que considera as necessidades individuais está diretamente ligada à decisão de permanecer, reforçando que flexibilidade de benefícios é tão importante quanto flexibilidade de modelo de trabalho.

Benefícios flexíveis são a resposta prática a essa expectativa: em vez de decidir por todos o que é importante, a empresa devolve ao colaborador a autonomia de escolher o que faz mais sentido para a sua vida — seja saúde, educação, mobilidade, cultura ou home office.

Conclusão

Flexibilidade não é mais apenas um benefício, e empresas que entendem isso e constroem políticas reais de flexibilidade saem na frente na atração, no engajamento e na retenção de talentos.

Quer entender como a Alymente pode ajudar sua empresa a oferecer mais flexibilidade, inclusive nos benefícios? Fale com a gente.

FAQ

Por que a flexibilidade virou uma expectativa e não apenas um diferencial?

Porque a pandemia mostrou, na prática, que produtividade e flexibilidade coexistem. Depois de experimentar autonomia sobre o próprio tempo e local de trabalho, os profissionais simplesmente não querem mais abrir mão disso.

Quais são os tipos de flexibilidade que os colaboradores mais valorizam?

Segundo pesquisa da Robert Half de 2025, flexibilidade no modelo de trabalho é o segundo fator mais citado entre os que influenciam a permanência na empresa — atrás apenas de benefícios e remuneração. Além do modelo de trabalho, os profissionais valorizam flexibilidade de horário, autonomia no desenvolvimento de carreira e benefícios personalizáveis.

Como os benefícios flexíveis se conectam à expectativa de flexibilidade?

Benefícios flexíveis são uma das formas mais concretas de entregar flexibilidade no dia a dia. Em vez de impor um pacote igual para todos, a empresa permite que cada colaborador escolha o que faz mais sentido para a sua rotina.

A Alymente é a pioneira de multibenefícios!

Desde 2017, acreditamos que benefícios devem ser fáceis de usar, flexíveis e feitos para a realidade de cada colaborador e empresa.

Com mais de 9 categorias em um único cartão personalizável, a Alymente também conta com soluções para gestão de despesas e frotas, conectando tecnologia, autonomia e experiência em uma plataforma completa.